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terça-feira, 6 de julho de 2010

Você acha que o amor é tudo na vida e, de repente, vê que não sabe nadar.
É, você não sabe nadar. E se o avião cair no mar? O amor vai te salvar? Não, a natação vai te salvar. E se você escorregar na piscina? E se o barco afundar? E se um tsunami atingir a tua praia? Eu tô nadando contra a corrente.


*gostei desse texto :}
Você sente? O que é que você sente? Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômodos. E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e... sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.


Excitante dizer eu te amo
Você se aproxima, sutilmente
Sinto calafrios que sobem sobre minha espinha
A cada passo constante seu

Ao meu lado
Sinta-se a amada protegida
Pois pela minha enamorada
Torno -me um home intrépido
Desvairado
Com o sentimento de que derrubaria cordeiros
E fazia cair por terra , os leões

Excitante dizer eu te amo
Quando você toca em meu corpo,
Quando o seu delicioso perfume se prende ao meu corpo ,
Quando ao teu lado me transformo em um sonhador
.


O que escrevo a seguir é um discurso para mim mesmo.

O que é prever o futuro, senão fabricá-lo com as próprias mãos?
Prever o futuro é moldá-lo com atitudes, inspiradas nos mais ousados sonhos. Não consigo lembrar de cabeça o nome de alguém que realizou seus sonhos sem ter, para isso, passado por todo tipo de obstáculos. E eu me encontro frente a uma antiga muralha que há anos se coloca em meu caminho. Paredes escorregadias de limo que não se deixam ser escaladas. Obstáculo. O que há do outro lado? Não sei. Mas não é do meu feitio ficar aqui, parado.
Digo isso porque há muito tempo conclui que não existe nada mais valioso do que um objetivo em mente. Um sonho, por que não? O sonho nada mais é do que uma realidade que pode assumir qualquer tamanho e forma que a gente conseguir imaginar. Se meus pensamentos conceberem uma jornada sem fim, sem objetivo aparente, ou até mesmo sem sentido, seria uma grande auto-traição não realizá-la. Não fomos dotados da capacidade de sonhar por acaso. Use-a.
Sejamos maiores. Tenhamos CORAGEM. Escrevo em maiúsculas por acreditar que essa é a única palavra que precisa realmente ficar nos olhos de quem está lendo isso. É uma luta em que ninguém vai entrar no ringue pela gente. NINGUÉM. Depender apenas dos próprios punhos é assustador, mas a cada obstáculo transposto, a gente aprende que – sempre – pode mais. O sangue que deixarmos espirrar será lembrança eterna do quão longe chegamos.
Eu sei qual é o meu futuro. Cabe a mim construí-lo.
A dor no peito daqueles que tiveram medo é infinitamente maior que a dor de quem tentou e caiu.
Pois é , mais uma nova etapa na minha vida , tive surpresas um tanto desagradáveis, preferia que não tivessem acontecido, ou melhor, que nunca tivessem acontecido, mas é a vida, né ? Uma coisa que eu descobri hoje é que tudo que tem ser esquecido deve ser susbtituído por algo melhor, no meu caso, acho que algo já está sendo substituído, e , realmente, eu espero que desta vez eu esteja fazendo a coisa certa.
O lance mesmo é esquecer, e apesar de ser difícil, não é impossível.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Saudades de Belém !

Ao descrever Belém a um turista, é possível que este imagine se tratar de várias cidades extremamente diferentes, tamanha a sua heterogeneidade. Trata-se de uma tarefa árdua até mesmo para o morador, que imagina a cidade segundo sua própria perspectiva.
Belém poderia ser descrita como noturna, com seus bares, boates e botecos, pelo frequentador do bar do parque ou do boteco das 11 janelas. Talvez Belém caótica, com seus engarrafamentos na Almirante Barroso e na Augusto Montenegro. Belém religiosa, a mover não somente montanhas, mas cordilheiras inteiras com a fé emanada do Círio de Nazaré. Belém dominical, com o barulho das crianças correndo pelas praças Da República e Batista Campos. Belém cinéfila, enchendo as salas do Olympia e do Líbero Luxardo. Belém histórica, ainda viva, a esgueirar-se pelas ruelas da cidade velha. Belém profana, a estender-se pela Rua do Riachuelo, onde ''menininhas perdidas" aguardam por seus príncipes.Belém de feras como o leão e o bicho-papão.Belém da diversidade, de brancos, negros , pardos , mulatos e índios.Belém bélica, guardada lá no fundo dos canhões enferrujados do forte do castelo. Belém da guitarrada e da roda de carimbó, do jambu e do tucupi, do cheiro e da castanha-do-pará.
Belém de muitas faces, cada uma delas formando a cidade que é várias e também uma só.