segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão. Caio Fernando de Abreu
Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim. Caio Fernando Abreu
É tudo tão contraditório, me dizem que tenho que me afastar de quem mais quero ter por perto, para só assim quem sabe essa pessoa venha a sentir minha falta, e quem sabe vir atrás de mim, me mandam esquecer o que tanto teimo lembrar para que só assim coisas novas me aconteçam, para que só assim, liberta dessas amarras do passado, o futuro venha a sorrir por mim. E tudo parece tão simples, afinal é só você se afastar, é só você esquecer. E é sim algo simples para quem fala, para quem aconselha isso, e não para quem tem que por em pratica tarefa tão difícil. Peço que não me digam para me afastar, para eu esquecer, peço apenas que me ensinem, por que isso eu ainda estou por aprender. (Dari Villas)
E foi permitindo que eu acabei me machucando cada vez mais, permitindo que as vezes em que eu estava me sentindo bem entrassem em minha vida e revirassem tudo, brincassem com os meus sentimentos até então guardados, trouxessem de volta a mim lembranças que até o momento eu estava conseguindo guardar em um lugar onde não mais me incomodassem, permitir que nos meus melhores dias o passado retornasse e mais uma vez me afundasse no mar das saudades me fazendo assim perder a vontade de seguir em frente, já que sempre que possível eu me deixava facilmente dominar pelas ilusões que inundavam mais uma vez os meus pensamentos. E no fim eu sempre estava deixando a porta aberta para que novas decepções alimentadas por falsas ilusões pudessem entrar. (Dari Villas)
Às vezes eu sinto uma imensa vontade de voltar ao meu passado, no tempo em que sentimentos eram passageiros, os amigos eram verdadeiros, as lembranças me faziam sorrir, as musicas não me faziam sentido, quando o eu te amo que eu escutava não era dito em vão, quando as verdades não doíam tanto e quando eu nem sequer sabia o que era ficar aos prantos. (Dari Villas)
E a cada vez que eu fingo não ligar é quando mais tá doendo em mim, quanto mais eu tento passar por cima das coisas que sinto é ai que elas só fazem crescer, quanto mais eu digo que não quero saber informações suas é quando mais eu vou atrás, querendo saber detalhes das coisas que te acontecem, o que chega a ser isso? Masoquismo eu acredito, porque mesmo sabendo que vou sofrer, que vai doer que eu vou chorar, eu fico aqui alimentando esse sentimento que já está bem claro, só eu SINTO. (Dari Villas)
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